Suvinil e Histórias de Casa

Abaixo do nível da rua, o prédio Santo Antônio também tem algumas preciosidades. Dois apartamentos dividem esse andar, e em um deles mora o designer de interiores Rogério. Quem o apresentou ao predinho foi uma amiga de infância que visitou o endereço e percebeu que o lugar tinha a cara do Rogério. Como ela suspeitava, o estilo único do imóvel encantou o futuro morador: “Achei tudo charmoso: a fachada, o jardim, as luminárias, o piso de caquinhos…”, lembra. Só que o apê em si precisava de uma boa reforma, e para isso ele contou com a ajuda do consultor de estilo e set designer Aldi Flosi.

A dupla queria preservar o projeto original o máximo possível, mexendo pouco na estrutura. As principais mudanças foram o rebaixamento do teto, a restauração do piso de tacos e o trabalho atencioso com a iluminação dos ambientes, que ganharam um cordão de LED embutido na parede. Aliás, esse é o detalhe do apartamento que o morador mais gosta. E o fio é extenso: começa na sala de TV, atravessa a sala de estar e o corredor, e termina na cozinha. Essa solução foi pensada para criar uma casa mais aconchegante, capaz de manter a história viva, mas que também permite uma conversa harmônica com o estilo industrial com o qual Rogério se identifica.

Apartamento térreo sala de estar detalhes coloridos
Parede na cor Meia-Luz, da Suvinil
Apartamento térreo sala de estar detalhes coloridos
Apartamento térreo sala de estar detalhes coloridos
Apartamento térreo sala de estar detalhes coloridos
Apartamento com tons neutros no prédio Santo Antônio
Parede na cor Anoitecer, da Suvinil
Apartamento térreo sala de estar detalhes coloridos
Apartamento térreo sala de estar detalhes coloridos
Apartamento térreo sala de estar detalhes coloridos
Apartamento térreo sala de estar detalhes coloridos

Por isso, a mistura entre peças vintage e móveis atuais funcionou muito bem no apê. “Eu gosto bastante das poltronas Costela, de design modernista, que ficam na sala. Adoro também o bar, mais contemporâneo, feito pelo F.Studio Arquitetura. São dois itens de épocas diferentes, mas ambos atemporais”, diz Rogério. E para completar essa junção de estilos, as cores tiveram um papel fundamental. O morador optou por tons neutros nas paredes, buscando trazer mais tranquilidade para o interior do apartamento: “Vivemos numa cidade onde tudo acontece muito rápido. Dentro de casa, podemos ser mais calmos… e até preguiçosos!”, brinca.

Ainda assim, algumas movimentações que acontecem fora de casa influenciam positivamente o cotidiano do designer. Depois que a Suvinil repaginou a fachada do prédio Santo Antônio, trazendo a cor Meia-Luz como protagonista, a relação de Rogério com alguns ambientes mudou bastante. O quintal, por exemplo, começou a ser visto com outros olhos. “Fiquei com mais vontade de colocar plantas e agora tenho até um vaso de Primavera que está lindo”, se orgulha o morador.

Apartamento térreo sala de estar detalhes coloridos
Apartamento térreo sala de estar detalhes coloridos
Apartamento térreo sala de estar detalhes coloridos
Apartamento térreo sala de estar detalhes coloridos
Apartamento térreo sala de estar detalhes coloridos
Apartamento térreo sala de estar detalhes coloridos
Apartamento com tons neutros
Apartamento com tons neutros
Apartamento com tons neutros
Parede na cor Rio Paíne, da Suvinil
Apartamento térreo sala de estar detalhes coloridos
Apartamento com tons neutros
Parede na cor Rio Paíne, da Suvinil

Aproveitando essa energia de renovação da pintura do prédio, Rogério quis também trocar o tom de seu quarto. O espaço já tinha uma cor sóbria nas paredes, mas o morador decidiu atualizar a pintura para corrigir algumas marcas antigas e trazer uma mudança sutil. Para isso ele escolheu a cor Rio Paíne, outra novidade da Suvinil. “Eu queria uma sensação de aconchego e calor humano. E esse tom trouxe isso”, ele fala.

Rogério adora a casa cheia, com música tocando, comida gostosa e um bom vinho. Com a pandemia, esse hábito teve que ser adiado, mas tudo parece ficar mais fácil quando a vizinhança se dá tão bem: “É uma alegria viver nesse prédio. Aqui, todos temos carinho e respeito um pelo outro. Vejo meus vizinhos não só como amigos, mas como família mesmo”, conta. Enquanto as celebrações e os abraços ainda não podem acontecer, Rogério constrói uma relação mais íntima com o próprio lar, que virou uma extensão de sua personalidade: “Hoje, eu vejo que a casa é realmente como eu sonhei!”.

Texto por Natália Pinheiro | Fotos por Maura Mello