Continuamos em casa e seguindo todas as regras de isolamento social, mas após tantos meses de pandemia, nossa mente está toda hora viajando por aí, então decidimos retomar nossa coluna de viagens aos poucos. Enquanto as malas ainda não podem sair do armário, a gente aproveita para sonhar e planejar uma viagem futura pela cidade em que o arquiteto paisagista e fotógrafo André Chaíça mora: Lisboa – e ele tem dicas muito bacanas de lá.

Como não se apaixonar por Lisboa? A capital de Portugal une fachadas de casas antigas e coloridas com modernos espaços de bares e restaurantes, além de muitos museus e monumentos históricos por toda parte. Entre uma ou outra rua estreita com tesouros escondidos, André traduz em fotografia o que seu olhar artístico captura. É hora de conhecer Lisboa pela perspectiva dele:

Lisboa por André Chaíça

As viagens são a minha perdição. Adoro conhecer novas culturas e sentir a energia de cada lugar. Morando em Lisboa, tento fazer com que os outros sonhem por meio das minhas fotografias e se inspirem a desenvolver um olhar curioso por onde passam. As dicas que reuni sobre a cidade são resultado das minhas experiências e gosto pessoais, mas considero um ótimo guia para quem planeja fazer uma viagem para cá no futuro.

O que visitar

Torre de Belém: Construída às margens do Rio Tejo, a torre é bonita por dentro e por fora. Ela fica no bairro histórico da cidade, Belém, que merece um passeio completo. O Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia (MAAT) também fica nessa região. E na hora de comer, escolha o LX Factory, um complexo industrial reformulado que abriga restaurantes, lojas e livrarias. Fica aí o roteiro de um dia completo em Belém.

Bica Funicular: A mítica subida do bondinho amarelo que se tornou um cartão-postal da cidade de Lisboa. Um passeio que vale a pena pela experiência.

Embaixada: O Palácio Ribeiro da Cunha, do século XIX, foi transformado na Embaixada, uma galeria cheia de lojas, bares e restaurantes. No mesmo bairro, dá para curtir a natureza em uma visita ao Jardim Botânico e conhecer as exposições do Museu Nacional da História e da Ciência.

Praça do Comércio (ou Terreiro do Paço): O espaço amplo é uma das praças mais importantes da cidade, onde fica o Arco da Rua Augusta e a estátua do rei português D. José I.

Elevador de Santa Justa: Também conhecido como Elevador do Carmo, ele tem 45 metros de altura e oferece uma bela vista panorâmica da cidade. 

Casa do Alentejo: O lugar cheio de influências marroquinas fica escondido no coração de Lisboa. Um espaço cultural muito ativo, com exposições, conferências e congressos, semanas gastronômicas e outras atividades.

Feira da Ladra: A feira de antiguidades é uma das mais tradicionais e já foi itinerante. Tenha atenção aos dias e horários para não perder: ela só acontece às quartas e aos sábados, de manhã.

Onde comer

Para começar, já digo que os melhores pastéis de nata são os da Manteigaria – Fábrica de Pastéis de Nata, confeitaria que você encontra nas andanças pela Praça Luís Camões ou no Mercado Time Out.

Pausa para o brunch

Fauna e Flora: As duas lojas são decoradas com muitas plantas e o ambiente é agradável. O brunch pode ser montado de acordo com as preferências do cliente e as panquecas fazem sucesso.

Amelia Lisboa: apesar de não ter metrô que leve até a região, a visita vale muito a pena. O cardápio vai do bowl de frango à panqueca red velvet. E o lugar é pet friendly!

Dear breakfast: Esse café fica na Baixa Lisboa e possui um cardápio sazonal. O estilo minimalista está na decoração, mas o cardápio é cheio de opções e combinações interessantes.

Café Janis: O café e restaurante é todo inspirado na estética e culinária francesas. Um lugar para experimentar o brunch aos domingos ou provar novos pratos durante o almoço e o jantar. Na decoração, o clima aconchegante fica ainda mais gostoso com as plantas pendendo do teto.

Hello, Kristoff: O diferencial do “Hello, Kristoff” são as duas paredes com diversas revistas expostas em prateleiras. Podemos dizer que eles são uma loja de revistas que serve cafés e alguns acompanhamentos para você se demorar e fazer a sua leitura. 

Heim: A cafeteria pequena tem uma decoração aconchegante e ambiente minimalista. As opções de brunch fazem sucesso – mas pode ter fila na porta, dependendo do dia. 

Seagull Methood: Além de café, o restaurante oferece almoços e jantares com inspiração vinda de diferentes partes do mundo. A decoração é acolhedora, assim como a comida.

Restaurantes

A Cevicheria: É nesse restaurante que se faz o melhor ceviche da cidade, no bairro Príncipe Real. O chef é brasileiro e consegue trazer esse prato típico do Peru com um gosto familiar para os portugueses.

Boa-bao: A melhor comida asiática que já experimentei em Lisboa. Além dos pratos excelentes, a decoração do lugar é de tirar o fôlego!

Jamie’s Italian: Uma das coisas que valem a pena ao visitar o restaurante do chef Jamie Oliver é sentar-se no lindo terraço e admirar a vista para o Castelo de São Jorge.

Tapisco: A comida, inspirada em pratos espanhóis e portugueses, é realmente muito boa e se tornou o meu restaurante favorito.

Bairro do Avillez: Comida portuguesa de altíssima qualidade e decoração cinco estrelas.

Para ver o pôr do sol

O meu lugar favorito para ver o pôr do sol é na Avenida Ribeira das Naus, com calçadas largas e diversos pontos para fazer uma pausa, mas também há outros três mirantes – ou miradouros, em português de Portugal -, que eu recomendo: Miradouro das Portas do Sol, Miradouro de Santo Estevão e Miradouro Santa Luzia. Todos oferecem vistas incríveis e um lindo pôr do sol para ser apreciado.

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Pertinho de Lisboa

Azenhas do Mar: Casinhas brancas, piscina natural quando a maré está baixa e um mirante com vista esplêndida para o Oceano Atlântico. É possível fazer um “bate e volta” e aproveitar o dia por lá.

Palácio da Pena: Um castelo-palácio colorido no topo da Serra de Sintra que enche os olhos. O estilo arquitetônico mistura elementos góticos, manuelinos e árabes. No mesmo dia dá para conhecer o Castelo dos Mouros, que fica a uma caminhada de distância por entre árvores.

Cais do Ginjal: A travessia de barco que parte do Cais do Sodré dura aproximadamente 10 minutos. O Cais do Ginjal tem restaurantes e bares em volta, além de uma vista extensa do Rio Tejo.

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Deu saudade de viajar, né? Enquanto isso não é possível, o que resta é ficarmos seguros em casa e sonhar com os passeios que faremos quando a pandemia passar. Fica aqui a inspiração!

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Fotos por André Chaíça

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