Uma casa e todas as memórias que ela guarda não podem ser resumidas de uma vez só, então por aqui fazemos diferente. Ao invés de concentrar todos os detalhes e fotos em uma única matéria, criamos pequenos capítulos para que você possa curtir essa visita durante vários dias. É só acompanhar a ordem pelo título dos posts e apreciar o passeio sem se preocupar com o relógio.

Quando a fotógrafa Ana era criança, brincando no apartamento de seus avós na região do Paraíso, ela por vezes imaginava ser a dona daquela casa. Na época, não passava por sua cabeça que um dia isso realmente poderia acontecer, mas hoje é justamente ali entre as mesmas paredes que guardam tantas memórias de família que Ana construiu o seu lar, onde recebe os amigos, prepara jantares e até trabalha na companhia de Feijão e Fumaça, seus dois pets e integrantes importantes da casa.

Antes de ela se mudar para o endereço, o imóvel foi alugado por um tempo e chegou até mesmo a passar por uma reforma na área dos quartos, mas ainda assim, uma nova obra foi necessária para modernizar o espaço e adaptá-lo às demandas da fotógrafa. O projeto ficou por conta das arquitetas Erica e Fabiola, e a integração da sala com a cozinha, assim como as estruturas em concreto aparente, foram grandes responsáveis pelo novo clima do lugar.

Como Ana adora cozinhar e considera importante ter um apê com bastante luz, a separação dos ambientes por uma bancada foi estratégica: a claridade entra e transborda por todos os cômodos e é ali que seus amigos se sentam para fazer companhia durante os preparos das refeições, o que gera momentos de descontração e lazer. Na decoração, peças afetivas e familiares se misturam com achados e obras de arte: “Trouxe de volta para morar comigo alguns móveis e objetos que eram dos meus avós, como duas cadeiras que foram bordadas pela minha bisa e a luminária da sala, também desta época”, ela conta.

Seu olhar para o garimpo, herdado do trabalho em uma área criativa, facilita a busca por peças em viagens e feiras de antiguidade, e o gosto pela arte também é refletido pelos ambientes. Dessa forma, o apê vai se completando aos poucos, em suas paredes, prateleiras e superfícies. “Por ter amigos artistas, acabo me dando bem. Uma vez estava indo viajar para NY, quando um amigo super artista me perguntou se eu poderia levar uma mala para ele e em troca me daria um de seus trabalhos. É claro que nem pensei duas vezes”, brinca a moradora.

Para Ana, a casa deve transmitir uma sensação de tranquilidade e permitir que todos se sintam livres para se expressar e interagir: “Gosto de entrar e me sentir à vontade, sem frescuras. E é também desta forma que eu gosto que as pessoas se sintam quando me visitam!”, ela diz. * Gostou de conhecer o apê? Então acompanhe a continuação desse tour no Capítulo 2 da história.

Fotos por Maura Mello

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