Sabe quando as pessoas usam a expressão ‘era pra ser’? Pois o encontro da designer gráfica Maria Eugênia e do arquiteto Thomas com seu atual apartamento bem que poderia se encaixar em uma dessas histórias. O casal procurou um imóvel legal para alugar durante um bom tempo antes de cruzar, meio por acaso, com um apê bacana em um prédio baixinho que os cativou. Andando a pé pelas ruas do bairro Jardim Paulista, de repente notaram a placa de ‘aluga-se’ e a partir daí a identificação foi imediata. Pouco depois, o tal predinho se tornaria seu lugar favorito na cidade.

“Consideramos a nossa morada como uma área de descompressão. É onde mais temos intimidade, papo sério, decisões, formulação de planos e descanso”, eles definem. Justamente por este ser um local tão importante, no apartamento só entram peças que os moradores realmente amam, ou que representem alguém querido. “Temos alguns objetos que ganhamos das nossas avós e que são muito especiais para nós”, dizem. Entre eles, um jogo de louças de chá, presente de casamento recebido pelos avós de Maria Eugênia na década de 1940; e um tradicional balde de gelo em formato de maçã, confeccionado nos anos 50/60 pelo bisavô do Thomas.

Durante a pequena reforma feita pelo casal, a sala de jantar ganhou um recorte na parede para se integrar visualmente à cozinha, reforçando também a passagem de luz entre os dois espaços. É ali, ao redor da mesa e perto da vitrola, que Maria Eugênia e Thomas curtem muitos de seus momentos juntos. “Gostamos muito da nossa poltrona de leitura. Ela é da linha vintage da Desmobilia, original dos anos 50. É nela que o Thomas passa grande parte do tempo quando está em casa”, ela fala. Usando prateleiras brancas em uma das paredes, os moradores criaram uma estante para seus muitos livros e objetos que foram sendo colecionados aos poucos.

O casal diz que as plantas também são parte essencial da casa. Foram uma solução para trazer graça e um clima gostoso sem muita complicação. Até o lavabo está forrado de folhagens que crescem felizes em seu novo lar. No quarto, o espaço mais neutro do apê, Maria Eugênia e Thomas priorizaram a simplicidade mais uma vez.

Nem demais, nem de menos, o apartamento de Maria Eugênia e Thomas tem um equilíbrio perfeito entre os dois – e entre cada peça que compõe a decoração. “É difícil definir ou escolher um móvel predileto. Gostamos da harmonia que todos têm entre si. Um banquinho de madeira por si só pode ser bonito, mas quando você empilha alguns livros sobre ele e no topo coloca uma planta em um vaso de cerâmica, tudo muda”. Simples assim!

Fotos por Isadora Fabian, do Registro de Dia a Dia