Enxergar o potencial de uma casa antiga e valorizar seus acabamentos originais é algo que faz parte da rotina para Lucila Dib e Luis Canepa. Os dois são arquitetos e trabalham na área, então para eles é fácil pisar em um espaço e já imaginar mil e uma formas de transformá-lo. Inclusive, foi exatamente isso o que aconteceu quando o casal visitou esse sobrado antiguinho pela primeira vez: eles percorreram cada ambiente, olharam todos os detalhes e inconscientemente começaram a projetar futuras mudanças em pensamento. No mesmo dia, durante o jantar, esboçaram ideias e desenharam um croqui de como seria o novo jardim – e foi ali, no meio desse processo criativo a quatro mãos, que os dois tiveram certeza de que ficariam com a casa.

Com fachada discreta e uma ótima localização no bairro de Pinheiros, em São Paulo, a casinha é um dos tesouros arquitetônicos ainda preservados dessa região. E tanto Lucila quanto Luis tinham todo o interesse de resgatar os elementos da arquitetura original que ajudam a contar a história dessa casa. “A construção possui materiais de bastante durabilidade e qualidade que hoje em dia são de difícil acesso. Toda a parte de madeira da casa, por exemplo, é de peroba”, eles dizem. Outro fator determinante nas escolhas da reforma foi a preocupação do casal em criar um projeto sustentável.

Luis é um dos sócios do LCAC Arquitetura e possui uma pós-graduação focada em sustentabilidade, portanto essa diretriz pontua seu trabalho há bastante tempo. Naturalmente, o cuidado para minimizar o impacto ambiental da obra também esteve presente em sua própria casa. “Faz parte das premissas do nosso escritório sempre tirar o melhor proveito da situação do local de projeto, valorizando as qualidades do imóvel e lidando da forma mais eficiente possível com suas deficiências”, Luis explica.

Casa antiga com reforma consciente e sustentável
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Nesse processo, o casal deu atenção especial ao restauro dos revestimentos antigos: eles fizeram a manutenção do assoalho de peroba; removeram a pintura que cobria portas, degraus da escada e corrimão, trazendo de volta a beleza da madeira também nesses pontos; mantiveram os azulejos e o piso da cozinha, renovando apenas o rejunte; e descascaram as paredes que estavam em pior estado para expor os tijolinhos originais da construção. Dessa maneira, a obra gerou muito menos resíduos e desperdício de materiais. Para completar, Lucila e Luis fizeram a manutenção dos caixilhos existentes e trocaram algumas das janelas para que os ambientes internos recebessem mais luz natural, reduzindo assim o uso de energia elétrica durante o dia.

Porém, entre todas as melhorias propostas para a casa, a solução favorita do casal sem dúvida é o deck na área externa. Originalmente esse espaço era um quintal cimentado que ficava em um nível abaixo da rua – portanto não era muito prático no dia a dia e não tinha plantas na época. Para tornar esse canto mais agradável e conectado à cozinha, os arquitetos idealizaram um deck elevado de madeira de reflorestamento. Sob esse deck, o antigo piso de cimento foi removido para que o solo se tornasse permeável novamente, escoando melhor a água da chuva sem empoçar. “Apesar de ser uma casa pequena, queríamos a sensação de um jardim integrado e um lugar onde pudéssemos ver o céu e tomar sol. O entorno já tinha muitas árvores, mas investimos em uma trepadeira para poder ver vegetação enquanto cozinhamos”, eles contam.

Aliás, uma das coisas que o casal mais gosta de fazer nos momentos de lazer é cozinhar – seja para os amigos ou apenas um almoço a dois no final de semana. E na hora de escolher os eletrodomésticos da cozinha, eles levaram em consideração três fatores: a praticidade, o design e a sustentabilidade, é claro. Foi por isso que elegeram os produtos da Electrolux, que possuem ótima eficiência energética e ainda contribuem para a economia de água, como a lava-louças. “Na nossa opinião, qualidade de vida é ter um espaço agradável e prático que trabalhe para nós, e não ao contrário. Temos uma rotina intensa, então a escolha dos eletros foi influenciada por isso também. Com a lava-louças economizamos água e tempo”, falam.

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Para completar a atmosfera acolhedora dessa casa onde a arquitetura é tão especial, os moradores preferiram criar uma decoração sem excessos, com poucos móveis e objetos para não abarrotar. Dessa forma, os itens de maior valor afetivo ganham destaque, como as cadeiras do deck, originais da cidade de Bebedouro, no interior de São Paulo, que eram da avó de Luis, ou o relógio vintage com os signos do zodíaco herdado da avó de Lucila. Outra peça favorita é a bancada de marceneiro de madeira rústica que o casal adaptou como um bar na sala – e hoje virou o cantinho das bebidas junto com a cervejeira da Electrolux.

Projetar uma reforma lado a lado, desfrutar de uma rotina gostosa nos cuidados com a casa e cultivar cada detalhe com carinho faz com que Lucila e Luis amem cada vez mais esse lugar. “O mais importante foi criar um espaço que juntasse lembranças de onde viemos e dos lugares para onde viajamos, mas que também ressonasse o que mais gostamos de fazer. Se tornou realmente uma casa onde nos sentimos bem em todos os sentidos!”.

Texto por Bruna Lourenço | Fotos por Leila Viegas