O mundo inteiro numa casa só | Capítulo 1

Muitas memórias de viagem compõem a decoração colorida desse apê

Mesmo antes de se mudarem para Pinheiros, a cozinheira Izadora e o escritor Marcus já eram apaixonados pela região – tanto é que escolheram o bairro para receber o Isla Café, restaurante que comandam juntos. Naturalmente, com o ritmo dos negócios aumentando, veio a vontade de procurar um apê por ali também, onde os dois e o pequeno Antônio, de 8 anos, pudessem ter uma rotina mais confortável e sem tanto deslocamento. Como eles já moravam em um prédio tombado no centro de São Paulo, a intenção era encontrar algo no mesmo estilo, então Marcus e Iza logo pensaram nos predinhos da Hípica. “Passamos 6 meses de olho nas possibilidades para finalmente conseguir achar uma unidade a 180m do Isla Café”, contam.

Assim como no restaurante, o clima étnico também está presente no lar do casal, que criou um repertório com muita personalidade a partir de suas viagens pelo mundo. Como consequência, a decoração da sala traz uma mistura de heranças de família e lembranças de lugares por onde eles já passaram, seja em outros países ou mesmo suas moradas anteriores. Os pufes foram trazidos do Marrocos, o tapete persa pertenceu à bisavó de Marcus e o aparador de madeira do pai de Izadora, ainda que pesado, fez valer todo o esforço do transporte ao se tornar a peça mais importante da casa.

Na sala, entre paredes pintadas de verde a fim de trazer a natureza para perto, as atividades em família são diversas: vão desde uma boa leitura, com direito a um cantinho aconchegante com poltrona e luminária pescador, até divertidas horas ao som do violão. Nos finais de semana, o cômodo chega até a abrigar sessões de cinema: “Colocamos os colchões na sala e lá ficamos”, eles contam. Além de Marcus, Izadora e Antônio, quem também ama se esparramar pelo espaço é a pet Mary Joe, que, desde sua adoção, é um elemento fundamental para manter o astral do lar sempre positivo. “Eu e Dora sempre tivemos cachorros e queríamos que o Antônio crescesse com essa memória também”, o escritor diz.

Nos fundos do apê, a família aproveitou o espaço de um antigo quartinho para realizar uma vontade que já existia há um tempo: ter um canto mais silencioso e isolado para funcionar como home office: “Como ambos trabalhamos muito com processos criativos, logo que nos mudamos não pensamos duas vezes antes de criar esse lugar de criação e introspecção”.

Para purificar a casa e cuidar do bem-estar, Izadora costuma queimar incensos e preparar banhos de ervas. Além disso, todos ajudam com as regas dos vasos de plantas. A família acredita que todo esse carinho na relação com o apê é também uma forma de olhar para dentro de si: “A verdade é que escolhemos para nossos lares características que gostamos de mostrar e enxergar em nós mesmos, assim as construímos como fonte de autoafirmação para nosso próprio tempo e espaço”. No fim do dia, montar uma casa, decorar um quarto ou aparar uma planta é uma forma carinhosa de dizer ‘Eu estive aqui!’. * Quer continuar o tour por esse apartamento? Veja mais no Capítulo 2!

Fotos por Felco

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COMENTÁRIOS # 4

  1. Que linda casa! Sabem me dizer qual a tinta verde atrás do sofá?

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  2. Casa linda! Perfeita! Adorei!!! Parabéns pela história e fotos! Bjs!

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    • Oi, tudo bom?
      Que legal que gostou. Essa casa nos encanta por todos os detalhes e cores. 🙂 Beijos

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