Valéria é uma dona de casa que vive com sua filha mais nova, Beatriz Daidone, em um apê cheio de memórias no Jardins, em São Paulo. Cada canto conta uma história, então não dá para você perder o primeiro capítulo – leia AQUI.

… Para Valéria, o lar é onde podemos manter as lembranças vivas e valorizar o que realmente importa. Cada uma das peças guardadas com carinho representa alguém querido, uma viagem inesquecível ou um momento importante na vida da moradora. Nas paredes e nos porta-retratos, fotos antigas trazem de volta a infância ou as comemorações em família de tantos anos atrás. Desenhos e telas pintadas por Bia ou Juliana, a filha mais velha, foram emoldurados e são exibidos com orgulho como verdadeiras obras de arte. E Valéria não nega ser mãe coruja: “As meninas são a melhor parte da minha história, portanto tudo o que as representa é vital aqui”.

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Após a reforma que eliminou diversas paredes, os ambientes integrados permanecem iluminados durante todo o dia. De manhã o sol entra pelos janelões da sala, e à tarde invade a cozinha e o escritório. É nessas horas que a proprietária gosta de ficar sozinha, em silêncio, curtindo os diferentes reflexos e luzes que se espalham pelo apartamento. Quando chega a noite, luminárias e abajures se acendem nos cantinhos, criando um clima de aconchego.

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Valéria jamais conseguiria morar em um lugar neutro demais, sem cor ou personalidade. Para ela, tons fortes e alegres significam vida e ainda energizam os espaços. Tanto é que as paredes do escritório foram pintadas de rosa, a da sala de jantar ganhou tinta cinza e a do home theater está azul. Nem a cozinha ficou de fora! Atrás do fogão e das prateleiras suspensas, a moradora instalou um adesivo verde bandeira com detalhes amarelos, como se fosse um papel de parede. Apesar de estar feliz com a combinação atual, ela não hesitaria em trocar tudo e mudar a vibração dos cômodos – afinal, depois é só pintar de novo.

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Como toda casa, esse apê só fica completo mesmo com a chegada da família e dos amigos, que costumam aparecer para longas conversas e um cafezinho. A bagunça dos cachorros também faz parte da rotina: Zé e Caetano são uma companhia e tanto, muito carinhosos e atentos às donas. O primeiro é um schnauzer de 13 anos e o segundo é um vira-lata mais jovem resgatado por Bia. Eles sempre fazem festa, seja na hora de comer, de passear ou quando chegam as visitas.

Com a segunda filha prestes a deixar o ninho, Valéria confessa que vai gostar de ter o apartamento só para ela. Mesmo porque com tantas memórias significativas ao redor, seria difícil se sentir sozinha. Seu lar, que representa o melhor lugar do mundo, é como um livro onde a cada dia surge uma nova história.

Fotos por Rafaela Paoli