De olho no horizonte | Capítulo 2

As histórias e relíquias de um apartamento bem autêntico na Praça Roosevelt

O apartamento da arquiteta Nara e do empresário Roberto é tão gostoso de ficar que eles brincam: “Nas horas livres, nossa vontade é nem sair de casa”. Com vista para o movimento ininterrupto da Praça Roosevelt, no centro de São Paulo, o apê traz uma dose de serenidade com seus tons claros e muitas plantas, mas também se integra à rotina acelerada da cidade. É nessa mistura de calmaria e agito que o casal curte seus dias – de bem com a vida. “Ficamos muito na cama e na mesa da cozinha: tomamos café da manhã e jantamos juntos sempre! Enquanto preparo o jantar, o Roberto faz os drinks ou os sucos matinais. Também adoramos ter os amigos conosco e a verdade é que toda semana tem alguma coisa rolando aqui em casa”, eles contam. Para o casal, a experiência de viver no centro tem sido estimulante.

O fato de a cozinha ser totalmente aberta para a sala promove ainda mais os encontros que os moradores tanto gostam de fazer, porque assim ninguém fica isolado atrás do fogão. A marcenaria de madeira clara já estava instalada no apartamento quando Nara e Roberto o alugaram, assim como os revestimentos de piso e paredes, porém mesmo não tendo sido uma escolha feita por eles, esses materiais acabaram conversando bem com os objetos e quadros que o casal possuía. Se nos projetos de seu escritório, Gema Arquitetura, Nara está habituada a realizar grandes reformas, dessa vez a transformação se deu mais no âmbito da decoração.

Basta um pequeno passeio pelos ambientes do apê para perceber que tanto o estilo de Nara quanto o de Roberto estão refletidos nas histórias que as paredes guardam. “As nossas duas personalidades se fundiram tão bem que a impressão é a de que estamos aqui há muito mais tempo. A energia daqui é muito legal!”, eles dizem. Com o radar sempre ligado, o casal absorve inspirações em todo lugar – nas viagens, no trabalho, em conversas com amigos artistas e, principalmente, em suas observações diárias.

Na sala e na cozinha, as paredes do apartamento foram mantidas brancas, porém o casal quis trazer alguns pontos de cor em outros espaços. Um deles foi o quarto: “Quando nos mudamos, o apto estava todo branco, e como ele é muito grande e iluminado, a vontade de pintar a parede do quarto foi forte! Então pensamos nesse azul lindo. Depois entramos com os móveis, tapete e arte que tínhamos, e na sequência nos apaixonamos por uma cômoda antiga que chegou para complementar a ocupação dele”, explicam. O fundo colorido atrás da cama parece destacar as obras de arte e também a cama, um dos cantos favoritos dos dois. “A arte traz sensação, emoção e poesia para nossas vidas e nossa casa. Uma alegria no espaço”, completam.

Por ser bem espaçoso, o apê também permite que os dois tenham liberdade em seus momentos de introspecção. “Temos nossos altares, onde cada um medita, reza e se reconecta. Mas nada muito pensado”, eles contam. Talvez esse equilíbrio entre o tempo silencioso de cada um e as animadas reuniões entre amigos seja o que torna essa casa tão especial: é um lugar para aproveitar lendo um bom livro, cuidando das plantas ou contemplando a cidade lá fora; mas também para receber pessoas queridas, fazer festas com muita música e, às vezes, até acordar os vizinhos.

Fotos por Felco

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