Antes de viver com Maria Julia, Guilherme brinca que sua casa não tinha tempero, mas tudo mudou quando ela foi morar em seu antigo apê: “Além da escova de dente, ela levou um bandeirão da Índia para dar um pouco mais de swing. Assim fui despertando o olhar para essa relação com os espaços”, ele conta. Como Julia sempre gostou de decoração, para ela era natural preencher os ambientes com objetos, pôsteres, panos e tapetes dos lugares pelos quais já passou, então não demorou para que a moradora contagiasse Guilherme com toda essa forma de ‘temperar’. Atualmente o casal vive em outro imóvel – um apartamento com jeito de casa – onde novamente não falta cor, música, lembranças de viagens, plantas e amor.

Foi no início da reforma que Julia e Guilherme descobriram que estavam grávidos, por isso o projeto da arquiteta Bel Estellita contou desde o começo com o novo integrante da família: Antônio. Na área dos quartos, 3 cômodos foram reduzidos a 2 com dimensões maiores; e na cozinha, a integração com a sala se tornou o ponto forte. “Logo que mudamos, fizemos um chá de bebê e recebemos muita gente aqui – muita mesmo. Foi delicioso ver tantas pessoas queridas usando cada cantinho. Nesse tempo pudemos perceber qual é o coração da casa: a bancada de cimento que conecta os ambientes”, o casal fala. Ali, o espaço é favorável para que o preparo dos alimentos seja sempre um momento prazeroso, favorecendo novas experimentações e refeições com mais calma aos finais de semana.

Na suíte do casal, as cores da parede de cabeceira foram inspiradas em uma matéria publicada aqui no Histórias de Casa. Aliás, o tom de verde agradou tanto que também foi usado na porta e no terraço. Já no quarto do bebê, a funcionalidade foi a principal preocupação, uma vez que os moradores serão pais de primeira viagem e querem garantir todos os requisitos necessários para que a rotina com Antônio aconteça da melhor forma possível.

Como se não bastasse tantos atrativos no apartamento, uma varanda com espaço para curtir o sol e descansar o corpo aumenta a impressão de se estar em uma casa: “Temos usado esse canto como um presente. Para um café da manhã ou um jantar especial; um momento nosso de conversa no fim do dia e até mesmo como um ateliê de jardinagem”, dizem os moradores. Ali, eles já fazem planos para os verões futuros, quando poderão montar uma piscininha para Antônio se refrescar a brincar com a água livremente.

Nessa casa, a rotina é sempre cheia de conversas e é até por isso que a sala não tem televisão: o casal se reveza entre a rede, o sofá, a cozinha e as cadeiras da varanda, sempre com muita música. Nos últimos dias antes da chegada de Antônio, o clima é de expectativa: “Parece que a barriga tem um ímã, é nosso assunto e a atenção. Estamos aproveitando pra ficar só nós aqui em casa, curtindo o apartamento e também essa coisa meio animal de ajeitar o ninho”.

Fotos por Ricardo Faiani