O minimalismo não tem vez no apartamento de Luiza e Luis. Construído nos anos 60, o imóvel tem espaços acolhedores que revelam uma decoração única – peças de todo tipo se misturam sem regras: móveis herdados, fotografias de moda, estantes improvisadas, revestimentos modernos… “Fizemos uma mini reforma no banheiro e na cozinha, que eram os piores (in)cômodos. No mais, usamos pequenos objetos decorativos, que são sempre mais fáceis de mexer”, o casal fala. * Ainda não leu o Capítulo 1 da história? Então veja a matéria

Antes das soluções pensadas pelos moradores a cozinha era um ambiente cru e sem carisma, porém com poucas mudanças ele se transformou por inteiro. O piso imitando ladrilhos hidráulicos, os armários embutidos e as prateleiras que expõem louças coloridas não apenas deixaram o cômodo mais interessante, mas também trouxeram praticidade à rotina. A carga afetiva fica por conta dos desenhos criados pelas sobrinhas de Luiza e do jogo de talheres de prata com as inicias de sua bisavó – que, coincidentemente, batem com as suas.

Por questão de prioridades, o quarto foi o ambiente menos alterado de todo o apê – mas isso não significa que ele não tenha seu charme também. Além do abajur com mesinha acoplada, outro item vindo da bisavó da moradora, e do espelho prata garimpado em uma loja de molduras, a decoração do espaço traz elementos delicados, como a roupa de cama com ar romântico. “Também gosto de colecionar coisas da minha infância, adolescência e época da faculdade. Guardo alguns cacarecos, mas é tão difícil se desapegar de peças que remetem a bons tempos. Pendurei no quarto um retrato de quando eu tinha 5 anos e que estava guardado há mais de 20 anos na casa da minha mãe”, Luiza conta.

Luis está sempre inventando algo no apartamento e sua aventura mais recente foi a criação do closet do casal – desenhado e montado por ele.  “Antes dessa peça, eu tinha araras simples que deixavam a maior bagunça. Depois de pesquisar algumas referências chegamos à conclusão que araras sob medida seriam uma boa opção. Ele escolheu os materiais (madeira crua, cobre e corda), alinhou comigo a disposição dos vãos e partiu para a mão na massa”, a moradora explica.

Se o apartamento já esbanjava vida e alma apenas com o casal, esse clima feliz ficou ainda mais evidente com a chegada de Tommy, o mascote da casa. Dengoso, o cachorrinho não demorou para conquistar seu espaço na decoração e no coração dos moradores.

Segundo Luiza, o grande segredo para ter uma casa aconchegante e feliz é um só: “Assim como em tudo na vida, autenticidade é fundamental. Os objetos tangibilizam nossas histórias, experiências e estilo. A nossa casa é uma extensão da nossa personalidade. Enquanto ela refletir o que somos, está tudo certo”.

Fotos por Rafaela Paoli