Esse post faz parte de uma série de matérias produzidas em parceria com a branco., a mais nova marca do grupo Bobinex, com 50 anos de experiência no mercado de papel de parede. Assim como nós, a marca acredita que uma casa com personalidade faz toda a diferença e que o papel de parede é uma ótima maneira de transformar os espaços – afinal, enfeitar o que está ao seu redor também é um jeito de se transformar. 

Assim que a porta desse apartamento se abre já dá para ter um gostinho do que vem por aí. A parede amarela do hall de entrada e o corredor com piso de marchetaria e muitos quadros revelam que a decoração passeia por diferentes estilos e épocas com naturalidade. Esse efeito surpreendente é mérito da moradora, a ilustradora e designer Ana, conhecida justamente pelas misturas ousadas exploradas por ela nas diversas áreas em que atua. Sempre em movimento, o apê é um território livre onde Ana pode experimentar suas ideias à vontade.

Hoje em dia ela e o marido, o cineasta, diretor e roteirista Dennison, têm espaço de sobra, mas eles sabem muito bem como é morar em lugares apertados. Logo após o casamento os dois se mudaram para Nova York, onde viveram em imóveis enxutos por mais de quatro anos enquanto Dennison fazia mestrado em cinema na Columbia University. Nesse meio tempo a família cresceu com a chegada dos gêmeos Max e Noah, então naturalmente o desejo de ter ambientes mais confortáveis também aumentou. Foi aí que o casal decidiu voltar ao Brasil e alugar um apartamento amplo e iluminado.

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Ana e Dennison procuraram e procuraram, porém não se identificaram com nenhum dos apês visitados, até que a opção perfeita apareceu em um golpe de sorte. A mãe de uma das melhores amigas da designer morava em um prédio antigo em Higienópolis e descobriu que seu vizinho de porta estava alugando o imóvel. Assim que o casal soube da notícia e foi conhecer o lugar não deu outra: foi amor à primeira vista. Bem preservado, o apartamento conquistou seus futuros moradores por diversos fatores, como as janelas generosas, o pé-direito alto, os armários embutidos que estavam em bom estado e o piso incrível, é claro.

Mesmo sem realizar nenhuma reforma Ana logo conseguiu transformar por completo a atmosfera dos espaços. Tinta colorida, papéis de parede, cortinas até o piso e prateleiras suspensas foram alguns dos recursos usados pela designer para criar a base da decoração, mas são os móveis, objetos e quadros que realmente trazem a personalidade do casal à tona. “Para mim a casa tem que ter memória e coisas que representam a nossa história. Tudo o que temos aqui lembra algo que vivemos ou um momento especial. Também gosto muito de fazer misturas – uma casa toda igual não me atrai em nada.”, conta Ana.

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Peças trazidas de Nova York em um container, como o sofá retrô reestofado com veludo verde ou os tapetes estampados comprados no Brooklyn, dividem a sala de estar com heranças de família e coisas que estavam guardadas no sítio ou na casa dos pais de Ana, então o conjunto acaba refletindo esses dois momentos da vida da ilustradora. A temporada nos EUA rendeu ainda luminárias assinadas por grandes designers, o móvel modular em que fica a televisão, da marca USM, enfeites antigos garimpados em mercados de pulga e muitos dos inúmeros quadros que ocupam as paredes.

Para os moradores tudo tem um valor especial, principalmente os móveis herdados. Na sala de jantar as cadeiras de madeira pertenciam aos pais de Ana e foram repaginadas com tecidos de diferentes estampas; a poltrona em preto e branco, ao lado da coluna de livros, é de época; a cama de ferro do escritório foi a primeira cama dela e a acompanha desde sempre; a colcha de crochê foi feita por sua bisavó… e isso para citar apenas alguns exemplos.

Apaixonada por tudo o que é feito à mão, a designer não resiste ao trabalho de artistas que resgatam técnicas do passado, como o ponto-cruz que forra um dos pufes ou os tecidos bordados emoldurados que se espalham pelo apê. A coleção de pratos pendurados, que vão da renomada Fornasetti a criadores que estão começando agora no mercado, é um dos orgulhos de Ana, assim como as peças que levam sua própria assinatura: a luminária com cúpula colorida, capas de revistas do seu projeto Re.Cover e o papel de parede do quarto, um lançamento recente da marca branco..

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Ana Strumpf acredita que a diferença entre uma casa e um lar está nas memórias que definem os moradores. “Todas as nossas coisas fazem parte do que a gente já viveu. Os livros, os furos na parede, os arranhões nos móveis, as almofadas gastas, os objetos que têm a cara de nós dois, fotos importantes… É a nossa história traduzida.”.

Fotos por Alessandro Guimarães

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