Portas sempre abertas | Capítulo 1

Cores vibrantes e referências étnicas pontuam a casa linda da artista Flavia

Uma casa e todas as memórias que ela guarda não podem ser resumidas de uma vez só, então por aqui fazemos diferente. Ao invés de concentrar todos os detalhes e fotos em uma única matéria, criamos pequenos capítulos para que você possa curtir essa visita durante vários dias. É só acompanhar a ordem pelo título dos posts e apreciar o passeio sem se preocupar com o relógio. 

A casa da ceramista Flavia é iluminada a qualquer hora do dia e nos dois sentidos. Isso porque, além dos painéis de vidro que ligam o living ao jardim, os ambientes exalam aquela energia boa de quem montou seu ninho com todo o carinho. E de fato é só atravessar o portão coberto por trepadeiras que esquecemos o ritmo frenético de São Paulo e descobrimos um pequeno universo escondido, onde as cores, a natureza e a história de vida da moradora são uma coisa só. Assim fica fácil entender porque ela descreve o lugar como um refúgio “solar e feliz”.

Quase seis anos atrás a construção de 280 m² conquistou Flavia por três motivos: os espaços amplos, as aberturas estratégicas que deixam a luz entrar e a localização — um bairro onde é possível fazer tudo a pé. A arquitetura, que inclui paredes de concreto aparente, piso de madeira e uma área externa com caminho de seixos, também foi determinante para que ela comprasse o imóvel.

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Apesar de ter se encantado pelo projeto original, assinado pela arquiteta Camila Fabrini, a ceramista sentiu que a casa tinha ainda mais potencial, por isso realizou uma grande reforma antes da mudança. A cobertura, que antigamente era mal aproveitada, ganhou um deck de madeira com churrasqueira e uma sala extra para a televisão. Nos fundos do terreno, em um nível abaixo do bloco principal, outra alteração importante: a área, que tem vigas metálicas e laje de concreto, foi fechada com paredes de vidro e se transformou no ateliê da moradora. É ali que ela bola novas estampas, desenvolve protótipos e se perde em uma infinidade de pigmentos. Flavia diz que gosta de misturar esse lugar criativo com o clima caseiro – assim a inspiração nunca escapa. Além disso, ao invés de perder horas no trânsito para chegar até o trabalho, bastar ela descer uma simples escada.

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Sem pressa e sem muita seriedade, a decoração foi se moldando aos poucos. Novidades sempre chegam dos quatro cantos do mundo, compondo uma linguagem leve e divertida que tem tudo a ver com a personalidade de Flavia. Muitos desses objetos queridos ganham vida na sala de estar, seja nas paredes ao lado de quadros colecionados ou sobre o móvel baixinho que serve de vitrine para as lembranças. O passaporte da moradora registra sua passagem por diversos países exóticos, como Tailândia, China, Marrocos, África do Sul, México, Nova Zelândia e, claro, a Índia – seu destino favorito. Um pouco do mistério desses pontos distantes no mapa se reflete no acervo reunido ao longo dos anos. O terço de porcelana na parede é chinês, o elefante de papel machê veio da Birmânia, a cabeça de onça com miçangas foi trazida do México e algumas peças do closet são do Vietnã… e isso para citar apenas certos exemplos.

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Com portas abertas para receber os amigos e familiares, a casa é como coração de mãe, sempre cabe mais um e todos se sentem bem-vindos. A luz, os livros, as plantas, os detalhes… aqui tudo tem sentimento, então não é nenhuma surpresa que a Flavia reconheça esse recanto como o seu lugar no mundo.

Continue acompanhando a história! Ao longo da semana vamos publicar o Capítulo 2 e mostrar o ateliê da ceramista.

Fotos por Rafaela Paoli

CONTINUA

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COMENTÁRIOS # 17

  1. Olá!

    Gostaria de saber sobre os lustres da sala de jantar! São de alguma viagem ou conseguimos encontrar por aqui?

    Obrigada!!

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  2. Gostaria de saber qual o bairro! Parece ser super gostoso pelo que o texto descreve.

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    • Oi Matheus,tudo bem?

      Essa casa fica no bairro da Vila Madalena em São Paulo 🙂 beijos

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  3. Também to louca pra saber a referência da cor da parede da sala dela! Ou se ao menos ela sabe qual a marca da tinta, assim podemos fuçar os catálogos em busca desse tom MARAVILHOSO!

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    • Oi Leticia, tudo bom?
      Infelizmente a moradora realmente não tem o código nem a marca da tinta. Como já faz um tempinho que ela pintou, essa informação acabou se perdendo. 🙁 Mas quem sabe levando a foto e mostrando para os vendedores na loja de tinta eles não conseguem te sugerir algo similar! Bom, boa sorte!
      Beijos

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    • Oi!! Eu acho que é Rosa Savana, ref. 70RR 27/375, da Coral.

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  4. Estou a procura desse vaso de peixe azul. Vocês sabem onde encontro?

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    • Oi, tudo bom?
      Infelizmente achamos que essa peça não está mais à venda. Ela podia ser encontrada em algumas lojas diferentes, inclusive já indicamos uma delas em uma matéria, mas agora fizemos uma pesquisada mais atualizada e não encontramos o vaso em lugar nenhum. 🙁
      Acho que saiu de linha, ou os importadores não compram mais…
      Uma pena né?
      Beijos!

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  5. Muito bonita, esta cor de parede da sala seria qual?

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  6. Olá adorei a casa da Flavia, mas o que mais gostei foi a mesa de jantar, toda em madeira. Onde encontro? procuro uma desta a bastante tempo.

    Abraços

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  7. Parabéns para a dona, parabéns ao site. Estou encantada! Cabe mais um aí?

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    • Oi Ana,
      A casa da Flávia é realmente um lugar encantador e cheio de energia! Nós também amamos.
      bjs

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