Last Updated on: 29th janeiro 2026, 02:58 pm
Essa história faz parte de uma jornada que sempre sonhamos em fazer. Com o projeto Histórias Brasil Adentro, estamos finalmente na estrada, percorrendo as cinco regiões do país para descobrir e celebrar os múltiplos jeitos de morar que só o Brasil tem. Cada matéria desta série é uma parada em busca de casas com alma, que falam sobre pertencimento, memória e identidade. Seja bem-vindo à nossa viagem!
Quem passeia pelas calçadas do bairro Floresta, em Belo Horizonte, tem o olhar capturado por esta casa modernista que parece ter saído de um antigo álbum de família. Construída nos anos 50, ela é um exemplar vivo de uma época de ouro da arquitetura brasileira, perfeitamente integrada a um dos endereços mais tradicionais da capital mineira. Por ali, caminhar pelas ruas é como participar de uma aula de história a céu aberto: cada trecho revela um período da vida da cidade e um pouco do modo de viver do belo-horizontino.
Essa atmosfera nostálgica reflete exatamente o que Mariana e Bruno mais amam em Belo Horizonte: a capacidade de ser uma metrópole vibrante sem perder a doçura e a simplicidade de uma cidade do interior. Para eles, o verdadeiro luxo está nos encontros cotidianos e na ocupação das ruas, como o prazer de sentar em um bar na calçada e ver a vida passar devagar. É esse senso de vizinhança e pertencimento que dita o ritmo dos dias por aqui, fazendo da casa não apenas um refúgio, mas uma extensão desse abraço acolhedor que a cidade oferece.







O encontro dos dois com a casa foi uma dessas ocasiões raras onde o acaso e o destino parecem andar de mãos dadas. O encantamento foi inevitável, selado logo na fachada: os pilares, com sua presença marcante, anunciavam a personalidade do lar antes mesmo de atravessarem a porta. Do lado de dentro, a surpresa continuou ao encontrarem o piso de granilite e os tacos de peroba-rosa originais incrivelmente preservados. Mesmo após anos alugada, a casa manteve sua essência viva, reforçando a sensação de que aquele espaço aguardava o momento certo para ser novamente habitado. “Esses elementos não apenas chamaram nossa atenção, eles estabeleceram um vínculo imediato, como se a casa se apresentasse e contasse, aos poucos, quem ela é”, Mari diz.



Guiada por esse respeito à memória, a reforma partiu do desejo de tornar os espaços mais integrados e funcionais, sem jamais descaracterizar a essência da construção. A preservação dos elementos originais foi tratada como princípio inegociável, enquanto novas camadas de vida vieram por meio de melhorias pontuais e do paisagismo. A criação de um jardim frontal, de uma área externa ensolarada e de um gramado nos fundos tornou a casa ainda mais convidativa e gostosa de aproveitar em todas as estações do ano.
Cozinha e sala de jantar viraram o centro das atenções graças aos cobogós. Eles dividem os espaços com leveza, filtrando a luz e permitindo que o olhar atravesse os ambientes, transformando esse cantinho no verdadeiro coração da casa. Para mineiros convictos como Mari e Bruno, essa centralidade é natural: aqui, a mesa de jantar garimpada em um antiquário é palco de conversa e celebração. O prazer de receber faz com que o endereço seja sinônimo de encontros memoráveis – como a festa de aniversário de 40 anos de Bruno, marcada pela alegria compartilhada e pelo sentimento de lar que só um lugar cheio de afeto pode proporcionar.







Neste lar, mais do que apenas preencher espaços, a decoração está ali para refletir a personalidade dos moradores. Na hora de escolher cada peça, Mari busca objetos que contem histórias, em especial aqueles que valorizam técnicas ou estilos genuinamente brasileiros. Essa mistura de texturas, cores e referências traz calor aos ambientes, criando um diálogo visual rico que respeita a arquitetura modernista sem ficar preso ao passado.
Esse olhar se estende aos utilitários do dia a dia, onde a prioridade é a simplicidade, mas com alguma bossa: louças e têxteis precisam funcionar tanto na rotina quanto em ocasiões importantes. E é por isso que Mari costuma buscar esses itens na Casa Riachuelo, que é uma grande fonte de inspiração cheia de possibilidades. Ela brinca que cada visita à loja é praticamente um laboratório criativo: ver os ambientes montados e as texturas ao vivo a ajudou a imaginar as composições ali mesmo, facilitando a escolha das peças. Não por acaso, todos os cantinhos da casa possuem objetos da marca – das louças para receber com estilo aos vasos, mantas e almofadas que transitam pelos cômodos, sem esquecer dos conjuntos completos de roupa de cama arrematando o aconchego.










As áreas externas são, sem dúvida, um capítulo à parte nesta história. A primeira, anexa à sala de jantar, funciona como uma extensão da convivência diária: ali, a aplicação de ladrilhos hidráulicos foi a escolha certeira para trazer textura e honrar a memória construtiva do século XX. Já nos fundos, o cenário se transforma para abraçar os dias de sol e as festas com amigos – com direito a mesas fartas e comida boa. Nesse espaço, a reforma permitiu uma intervenção mais contemporânea, com a piscina revestida em pedra natural e novos cobogós fechando a área de serviço.
Em cada traço, a essência dessa morada se entrelaça com a identidade mineira do casal. Para Mari, essa raiz se traduz no acolhimento espontâneo e na conexão profunda com a história — valores que a arquitetura abraça sem esforço. Há um contraste bonito nisso: se a fachada modernista se impõe com elegância para a rua, o lado de dentro revela um universo intimista que espelha a personalidade dos moradores. “Gostamos de surpreender pelo simples, de viver com leveza, mas sem abrir mão do que é bom e significativo. Sinto que cada canto reflete nosso jeito de estar no mundo, alegre, acolhedor e atento aos detalhes que fazem a vida mais bonita”, define ela. É essa mistura entre design, memória e afeto que faz deste um lugar único: uma casa que não apenas abriga, mas conversa o tempo todo com a alegria de viver.
Texto por Bruna Lourenço | Coordenação de pauta por Paula Passini e Dora Campanella | Fotos por Leila Viegas
Produção e Direção Criativa por Bruna Lourenço e Paula Passini



















Que casa aconchegante! Me senti em casa vendo!
Sabem dizer qual a tinta azul da meia parede do quarto e a verde da janela?
Linda a casa!
De onde é a cabeceira de madeira da cama?
Por gentileza, onde foram compradas as cadeiras cescas da sala de jantar?
Oi, tudo bem? As cadeiras foram garimpadas!
A casa é a embalagem do lar. No lar embalo os meus sonhos. É preciso se sentir que a casa
nos representa, só assim ela poderá realmente abrigar nosso lar.
Casa dos sonhos, amei tudo nela, parece que foi feita pra mim rsrsrs… e os produtos da Riachuelo quero todos, vou começar pelos pratos de sobremesa, lindos demais!!! Iluminada, aconchegante, gostosa…!!! Parabéns ao casal pelo bom gosto e ao Histórias pela escolha!!!