Last Updated on: 30th abril 2026, 05:22 pm

Poucos meses morando em um apartamento novo não impediram que Patricia Pimentel o transformasse rapidamente em um lar. O fato de ser um imóvel alugado tampouco foi um obstáculo. A verdade é que ela nunca se sentiu tão livre para viver a casa como bem entende, e isso se reflete não só no dia a dia, mas também na decoração: ambientes que exploram diferentes cores, texturas e estímulos, sem a necessidade de seguir regras ou manter um mesmo visual.

Ela conta que, antes mesmo de pensar em morar nesse prédio, já o paquerava quando passava pela calçada. “Ficava reparando meio de canto de olho, admirando a arquitetura, era um verdadeiro crush imobiliário. Na época, parecia algo distante, quase um flerte platônico. Então, quando surgiu a oportunidade de viver aqui, foi engraçado, porque parecia que aquela paquera antiga finalmente tinha dado certo. Hoje eu brinco que foi um namoro de calçada que acabou virando casamento”, explica.

A liberdade de ressignificar a vida
Apartamento alugado com ótimas ideias de decoração e muitas cores alegres
Apartamento alugado com ótimas ideias de decoração e muitas cores alegres
A liberdade de ressignificar a vida
A liberdade de ressignificar a vida
A liberdade de ressignificar a vida
A liberdade de ressignificar a vida
A liberdade de ressignificar a vida
A liberdade de ressignificar a vida
Apartamento alugado com ótimas ideias de decoração e muitas cores alegres
A liberdade de ressignificar a vida
A liberdade de ressignificar a vida
A liberdade de ressignificar a vida
A liberdade de ressignificar a vida

Pati não mora sozinha e nem pensou em um apartamento só para si. Seus filhos, Alice, de 4 anos, e Vicente, de 9, são parte fundamental da rotina e de como tudo é pensado por ali. Quando a TV está ligada, quase sempre é em algum desenho animado; e a rede acabou se tornando um cantinho mais ocupado pelas crianças do que por ela mesma, que prefere se jogar no sofá. Sem falar no escritório, onde trabalha em home office e que também funciona como uma espécie de brinquedoteca. Assim, mãe e filhos compartilham o mesmo ambiente durante boa parte do dia.

“Eu já me mudei algumas vezes e percebo que cada casa acaba refletindo muito o momento que estou vivendo. As escolhas, cores, móveis e referências sempre têm a ver com o meu estado de espírito naquele período”, diz. A casa atual fala sobre liberdade e raízes. A primeira aparece na maneira descontraída e criativa de personalizar cada canto: portas e paredes pintadas, papel de parede, listras, envelopamentos, brinquedos, plantas, quadros e letreiros. Mesmo sendo alugado, o apartamento prova que existem inúmeros recursos para adaptar o espaço como se deseja.

A liberdade de ressignificar a vida
A liberdade de ressignificar a vida
A liberdade de ressignificar a vida

Já as raízes estão nos detalhes – em como, mesmo sem perceber, ela se inspirou nas cores e texturas das cozinhas de seus pais para criar a sua. No fim, o ambiente ganhou dois retratos especiais que indicam onde tudo começou.

Aliás, espalhados pela casa estão vários lembretes que alimentam sentimentos bons. Na sala, o neon da artista Rita Wainer com a frase “O amor guia o nosso destino” foi comprado em um momento de recomeço. Ainda ali, uma bandeira desenhada por seu irmão retrata uma mulher se equilibrando e simboliza o movimento da vida. No quarto, uma plaquinha com a frase “A vida é muito longa para se fazer uma coisa só” é quase autoexplicativa e foi comprada tempos atrás, já com a ideia de usar quando sua trajetória mudasse de rumo.

A liberdade de ressignificar a vida
A liberdade de ressignificar a vida
A liberdade de ressignificar a vida
A liberdade de ressignificar a vida
A liberdade de ressignificar a vida
A liberdade de ressignificar a vida
Apartamento alugado com ótimas ideias de decoração e muitas cores alegres
A liberdade de ressignificar a vida

Quem vê a naturalidade com que Pati encarou a mudança e como rapidamente transformou um apartamento alugado em um verdadeiro lar pode até se surpreender. Para ela, porém, esse processo acontece quase como um hobby. Habituada a esse tipo de transformação, ela recentemente abriu sua própria empresa, a MOODe, com o objetivo de ajudar outras pessoas a transformar espaços em lares com intervenções simples e ágeis.

“Gosto muito de olhar para os espaços e imaginar novas possibilidades: mudar um móvel de lugar, testar uma cor, reorganizar um canto ou dar um novo significado para algo que já existia. Para mim, a casa é quase um laboratório de experiências”, diz.

A liberdade de ressignificar a vida
Apartamento alugado com ótimas ideias de decoração e muitas cores alegres
Apartamento alugado com ótimas ideias de decoração e muitas cores alegres
A liberdade de ressignificar a vida
A liberdade de ressignificar a vida
A liberdade de ressignificar a vida

Tudo isso diz muito sobre sua forma de enxergar a casa — como um organismo vivo, que acompanha os momentos dos moradores. Se precisasse resumir o lar em poucas palavras, seriam ressignificação, pertencimento e prazer:

“Ressignificação porque hoje moro em um apartamento alugado, e ressignificar acaba virando um exercício constante, algo que também é muito presente na própria vida. Pertencimento porque a casa precisa ser um lugar onde você se sente acolhido, protegido, seguro. É o espaço onde você realmente sente que pode ser quem é. E prazer porque a casa deve ser gostosa de se estar. Onde você descansa, pensa, cria, recebe pessoas ou simplesmente não faz nada.”

Texto por Yasmin Toledo | Coordenação de pauta por Dora Campanella e Paula Passini | Fotos por Felco