Casa de vila com clima industrial e paredes coloridas

Nesse sobrado acolhedor, dois amigos com estilos diferentes criaram uma decoração linda

Nada pode estreitar mais os laços entre duas pessoas do que compartilhar o mesmo teto. Para a jornalista Mariana e o arquiteto Maurício, foi assim que sua amizade se solidificou: há 7 anos eles dividem uma deliciosa casinha de vila no Brooklyn, zona sul de São Paulo. Os dois se conheceram por meio de amigos em comum e de vez em quando se cruzavam em jantares ou nos encontros da turma, até que um dia veio a oportunidade de virarem roomies. Na época, Mari procurava alguém para rachar o aluguel e Maurício acabou se interessando pela ideia – afinal, quem resistiria a essa casa cheia de detalhes encantadores?

Desde o momento em que Mari decidiu sair da casa de seus pais, quase 10 anos atrás, ela sabia que gostaria de viver em um lugar mais espaçoso. “Morei em apartamento a vida inteira e queria um lar com direito a quintal e plantinhas. E para eu me sentir segura, o ideal seria uma casinha de vila”, lembra. Depois de um tempo em busca do imóvel ideal, Mari encontrou seu futuro endereço: apesar de a construção ter uma estrutura boa, ela estava com acabamentos antiquados e faltavam portas nos armários, então a chegada de Maurício com seu olhar de arquiteto foi muito bem-vinda.

Por ser uma casa alugada, os amigos decidiram fazer alterações pontuais, mas que garantiram maior bem-estar. “A primeira coisa a ser feita foi a instalação de portas de correr nos armários e depois a substituição do revestimento cerâmico por piso vinílico amadeirado nos quartos, hall e sala”, Maurício explica. É claro que, ao longo de tantos anos, a decoração também foi passando por transformações, acompanhando o ritmo das mudanças pessoais dos próprios moradores. Mari lembra que no começo gostava de tudo mais colorido, porém hoje ela pende para o estilo industrial, apostando em objetos com história e memória afetiva. Já Maurício sempre foi do time do ‘menos é mais’, então ele prefere tons sóbrios. Além disso, o arquiteto se encarrega de pensar na posição dos quadros, na iluminação dos espaços e nos cuidados com as plantas e com o jardim. 

Misturar duas personalidades e dois estilos um tanto distintos foi um desafio gostoso e agora os amigos podem dizer que encontraram um bom equilíbrio. “Eu valorizo a função e a praticidade. Particularmente, não gosto de ambientes escuros e muitas cores. Sou fã de peças vintage e móveis garimpados em antiquários”, Maurício define. Além de arquiteto, ele é também dono do estúdio de tatuagem Atto, na Vila Madalena, e de vez em quando os objetos do estúdio se mudam para a casa – ou vice-versa. 

Entre os tesouros da decoração, Mari destaca a mesinha ao lado de sua cama, que pertenceu à sua avó, e o porta-gelo em formato de maçã que é uma relíquia dos anos 50. Maurício gosta especialmente dos quadros; das louças que foram presentes de casamento de seus pais, realizado em 1968; e da vitrola americana, comprada em uma viagem e dramaticamente extraviada no voo. “Fiquei plantado mais de 6h no aeroporto esperando por ela”, ele brinca.

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PEÇAS INSPIRADAS NESSA HISTÓRIA

Os outros integrantes da casa são igualmente importantes para a harmonia feliz desse lar: os cachorros Ademir, Bento e Miro. “Nunca na vida pensei na possibilidade de ter um Whippet, mas convivendo com um acabei mudando de ideia. Foi amor à primeira vista”, Mari diz. O último a chegar na família foi Miro, resgatado após passar por 3 endereços diferentes e sofrer abandono. “Me disponibilizei a fazer lar temporário e nunca mais consegui deixar ele ir embora. A casa é dos dogs tanto quanto nossa. São eles os donos do sofá e dos cantos quentinhos”, ela fala.

Depois de querer tanto um quintal pra chamar de seu, Mari busca aproveitar ao máximo a área externa ao ar livre. E Maurício não fica atrás: “É nosso canto preferido. Pela possibilidade de ter contato com o verde nessa selva de pedra e por ser o lugar onde recebemos os amigos e acabamos passando mais tempo”, eles contam. Ali, as plantas dominam o espaço e foram dispostas conforme sua necessidade de exposição ao sol. O tom das paredes é remanescente da fase mais colorida de Mari e acaba dando um clima alegre ao jardim. Com muito carinho e respeito mútuos pelos gostos de cada um, os dois amigos criaram um lar afetivo e acolhedor para curtirem juntos.

Fotos por Felco

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COMENTÁRIOS # 19

  1. Que casa linda! Amei tudo, parabéns!!!

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  2. As publicações agora serão no instragram? Uma pena, nem todo mundo tem acesso a tal rede ou interesse em acessar. Por conta disso não poderei mais acompanhar as publicações.

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    • Oi Ana, tudo bom?
      Na verdade, apenas algumas publicações são exclusivas para o Instagram.
      Mas vamos continuar com os dois formatos de conteúdo, então toda semana teremos matérias completas aqui no site no mesmo ritmo de antes. 🙂
      O Instagram é um complemento. Beijos

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  3. Gostaria de saber a cor da tinta azul em volta da janela, na primeira foto da matéria, por favor. Muito obrigada

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  4. Maravilhosa essa casa. Linda, gostei de tudo, tem cor, natureza, cachorro, muito legal.

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  5. Qual a nome da cor da tinta no muro?

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    • Oi, tudo bom?
      Para esse tom, indicamos a cor Martim Pescador, da Suvinil. 🙂

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      • Gente, qual o nome da cor rosa que está em meia parede? Não consigo identificá-la… Obrigado!

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        • Oi, tudo bom? Ainda não conseguimos descobrir o nome 🙁
          Se soubermos mais pra frente, a gente te avisa. Bjs

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  6. Ahhh queria ter visto melhor aquele ambiente que tem meia parede rosa.

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  7. Que delícia de lar, amei cada detalhe! Pena que mostraram pouco… Rsrs
    Os doguinhos são fofos! E quintal: meu sonho de consumo!

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    • Oi Carla, tudo bom?
      Realmente é uma casa encantadora, né? Somos apaixonadas por casas de vila.

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  8. Que aconchegante!!!! Essa vitrola é linda, ainda bem que ele conseguiu reencontrá-la ♥

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