Um apê alugado onde não falta afeto e personalidade

Decoração despretensiosa e feita de momentos especiais no lar de um casal que ama receber

Gabriela e Judi sabem muito bem o que é ter uma relação intensa com o apê onde moram. Isso porque, além da vida de casal, os dois também são sócios e trabalham grande parte do tempo em casa, comandando uma consultoria com foco em desenvolvimento local de comunidades. Nessas condições, o lar, que já seria muito importante por si só, ganha ainda mais atenção, sem contar que os moradores adoram receber e estão prestes a aumentar a família com a chegada da bebê Tereza.

O casal se conheceu há 8 anos e esse é o primeiro endereço em que moram juntos, um apartamento de 118m² na Vila Madalena. Na fase de busca pelo lugar ideal, Judi fazia questão de continuar no bairro onde já vivia; e Gabriela, por sua vez, não queria abrir mão de ter uma cozinha integrada e uma varanda espaçosa. Por fim, depois de alguma procura, a oportunidade surgiu no mesmo prédio em que dois amigos moravam: “Eu já era apaixonada pela cozinha aberta e pela sacada grande do edifício”, comenta Gabriela.

Como se trata de um imóvel alugado, poucas adaptações fizeram toda a diferença para imprimir a personalidade dos moradores na decoração, como a instalação de uma Formica que imita cimento queimado na bancada e do papel de parede da marca branco. na entrada, com estampa floral assinada pela artista Pat Lobo. “Sempre amei a branco. Meu sonho era ter uma parede com o papel deles! E gosto de estampas florais, então quis um modelo que combinasse com a nossa casa”, ela conta. Esses dois detalhes ajudam a deixar o clima acolhedor logo de cara para quem entra e, assim, as visitas são sempre bem-vindas.

Muitos dos móveis do casal vieram do antigo apê do Judi; outros são herdados do avô de Gabi ou foram comprados ao longo do tempo. Alguns acessórios foram presentes da mãe da moradora — sempre ligada à arte e decoração; e os quadros são, em sua maioria, obras de seu pai. Além da presença de itens de família, Judi e Gabriela adoram povoar o lar com lembranças das cidades que visitam a lazer ou a trabalho. “O que mais gostamos na vida é viajar. Judi é nordestino, nasceu em uma cidade no interior de Pernambuco, então costumamos ir atrás de artistas locais, com inspiração nordestina. A casa é cheia de obras de artistas do rio São Francisco, do Vale do Jequitinhonha e do interior do estado”, diz a moradora.

Com interesses em comum por arte e cultura, os dois adoram receber amigos em casa para encontros musicais e políticos, discussões sobre filmes, reuniões para ver jogos e festas. “Nossas famílias são muito unidas e aglutinadoras. Temos essa referência, então sempre quisemos que nossa casa fosse um ponto de encontro familiar e de amigos, com muita música, comemorações e debates políticos”, eles contam. Quando a casa está cheia, a varanda é a parte do apê que fica mais disputada e, apesar de estar no meio de São Paulo, a vista conta com bastante verde — o que é um verdadeiro respiro para os olhos.

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Nos momentos a dois, a varanda também é aproveitada para relaxar e balançar na rede — que veio do Nordeste, é claro. Mas nem sempre o tempo em que estão no apê se resume ao descanso: “É um desafio trabalharmos juntos e em casa. O mundo do trabalho e o pessoal se cruzam diariamente. Mas ao mesmo tempo, como atuamos com um tema social, acabamos por compartilhar de valores e princípios de visão de mundo muito parecidos, o que traz um aspecto bastante interessante para nossa relação e para nossas trocas e aprendizados um com o outro”, eles dizem.

Após quatro anos dividindo a rotina intensamente, o casal está pronto para compartilhar mais uma fase especial, que terá início com o nascimento de Tereza, primeira filha de Gabriela e a terceira Judi, que já é pai de Lara e Ana Clara. Para eles, o apê está repleto de identidade, afeto e história – e com uma nova vida a caminho, muito significado certamente ainda está por vir.

Texto por Yasmin Toledo | Fotos por Ricardo Faiani

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COMENTÁRIOS # 6

  1. Lindo o apartamento e o site de vocês. Cheguei aqui procuranso saber se dá pra usar as cadeiras Eames em área coberta, mas aberta. Acham que vai estragar com os eventuais respingos de chuva?

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    • Oi Kika, tudo bom?
      Que legal, seja bem-vinda!! 🙂
      As Eames normalmente são bem resistentes, porque a parte do assento é plástico. Porém os pés são de madeira, então realmente não podem ter contato direto com água.
      Se for uma área onde não chove muito (somente em caso de chuva com vento, ou tempestade), achamos que rola ter sim. 🙂

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      • Muito obrigada! A área é um quintal com uma cobertura, acho que dá pra tentar. Quem sabe se decidir manter, posso passar algum produto pra dar uma selada nos pés. O site de vocês é lindo. 🙂

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        • Boa ideia! Acho que vale sim pensar num verniz ou algum tipo de proteção para os pés de madeira.
          Oba!!! Obrigada, beijão

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  2. Lindo o projeto!! Onde comprou o bebedouro de cacto?? Amei!! Parabéns

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