Nós respiramos decoração todos os dias e vivemos cercadas de referências legais aqui no blog, então era inevitável que nossa casa se transformasse em um lugar para testar ideias também. De tanto mudar aqui e ali, decidimos compartilhar nossas aventuras e reformas com vocês. Acompanhem!!!

A gente vê isso acontecer em muitas das casas que registramos aqui no blog: as pessoas decoram a sala e a cozinha com todo o cuidado, mas quando chega a hora de montar o quarto, às vezes a grana acabou e ele fica meio de escanteio, com algum improviso. Bem, no meu apartamento não foi diferente. Quando eu (Bruna) e meu marido (Igor) nos mudamos pra cá, priorizamos a decoração da sala – pois é onde recebemos os amigos e ficamos a maior parte do tempo – e fizemos uma minirreforma na cozinha – porque era bem antiga. Como a verba que tínhamos na época era curta, o quarto ficou por último.

O espaço já tinha bons armários que foram pintados de branco pelo proprietário anterior, então pelo menos nesse quesito estávamos bem servidos. Para não ficar com um quarto totalmente sem graça, nós pintamos a parede de cabeceira com uma tinta cinza, mas foi basicamente isso o que fizemos de mudança. Ou seja, o lugar era uma tela em branco – e assim permaneceu durante uns dois anos.

Com o tempo, fui sentindo uma necessidade cada vez maior de criar um quarto aconchegante. Um espaço que nos abraçasse e que fosse gostoso de ficar. Além disso, surgiu um problema considerável de mobiliário: o Igor coleciona HQs encadernadas e boa parte delas ficava em uma estante frágil de madeira bem ao lado da cama. Conforme ele ia comprando mais histórias em quadrinhos, a estante ficava cada vez mais bamba por conta do peso. Quando nossos gatos (temos 3!) pulavam nas prateleiras altas, a estante toda balançava e eu vivia com medo de um dia acordar soterrada em livros e gibis! Acho que essa foi a gota d’água para eu sair da zona de conforto e planejar a reforma do espaço. Antes tarde do que nunca, não é?

ANTES

O ponto de partida da reforma seria obviamente um móvel novo para a coleção de HQs, mas eu quis aproveitar a deixa para fazer algo mais interessante na parede atrás da cama também. A inspiração veio por acaso, quando eu estava lendo um blog que admiramos muito: o site da designer americana Emily Henderson. Ela fez um post dando dicas de como incrementar a arquitetura de um ambiente que não tenha nada de especial, e uma das sugestões eram os lambris. Para quem não conhece o termo, lambris são painéis de madeira ripados usados como acabamento para paredes. (Vendo a foto do Depois dá para entender bem).

Depois que decidi o que faria na parede atrás da cama, desenhei um armarinho com portas de palhinha para ocupar o lugar da antiga estante bamba. Agora os livros e gibis ficam protegidos, pois o móvel tem portas, mas ainda recebem um pouco de ventilação. Aproveitei para encomendar ao marceneiro uma prateleira em L de madeira pinus que foi colocada perto do teto, no final do lambri. Apesar de ter tido vários problemas com a marcenaria e de achar que a qualidade não ficou nem perto do que eu gostaria, os móveis são de fato lindos. (Recomendo escolher beeem o marceneiro, pegar indicações e, se possível, visitar obras que ele já tenha entregado, para não acabar contratando um profissional ruim, como no meu caso. Vivendo e aprendendo!).

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DEPOIS

Marcenaria pronta, chegou a hora de pensar nos detalhes da decoração! Às vezes achamos que os elementos menores não farão tanta diferença assim, mas aprendi que cada mínimo detalhe importa muito. O quarto antigo tinha outros dois problemas que me incomodavam profundamente: o velho ventilador de teto e a janela metálica cheia de manchas que nunca saíram. Para terem uma ideia, o ventilador era a primeira coisa que eu via todos os dias quando acordava, então era um aviso constante de que eu precisava encontrar uma luminária incrível e inspiradora. Foi aí que eu lembrei de um modelo lindo da marca Herman Miller que tínhamos visto em outras casas do blog.

Essa luminária pertence à linha Nelson Bubble, que inclui outros formatos de cúpula e já virou um clássico da Herman Miller – aliás, um clássico do design mundial. Elas foram criadas pelo designer George Nelson em 1952 e seu desenho é tão bem resolvido que continuam atualíssimas. As peças são formadas a partir de uma armação de aço resistente e leve, então parecem flutuar no espaço. A sensação que tenho agora ao abrir os olhos de manhã e ‘namorar’ minha luminária é completamente diferente do que o velho ventilador. Vale comentar: o modelo que escolhi na verdade é um pendente, mas nem sempre os pendentes precisam ser usados apenas sobre a mesa de jantar. Nesse caso ele foi fixado mais perto do teto mesmo.

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ANTES & DEPOIS: TIRA-TEIMA

Antes e depois no quarto: parede cinza e sem graçaAntes e Depois. Quarto com painel de lambri e armário de palhinha.

Para resolver o problema da janela, que não poderia ser trocada tão facilmente, tive a ideia de encomendar uma cortina maravilhosa que escondesse toda a parte feia da moldura metálica e que arrematasse a decoração. Na verdade, nunca pensei que as cortinas pudessem mudar TANTO o clima do ambiente, mas elas foram essenciais nessa busca pelo aconchego. Lembro que no dia da instalação, fiquei pasma com o resultado – de tão incrível. Os modelos que escolhi são da marca Uniflex, a maior referência no assunto. Optei por uma persiana de madeira clara para compor com o restante da marcenaria e complementei com o modelo de tecido do piso ao teto. O engraçado é que o quarto parece até mais alto agora!

Os toques finais do espaço ficaram por conta da roupa de cama e das almofadas de linho que comprei durante uma viagem para Barcelona. Além das plantas, claro. Sou louca por plantas, então sentia muita falta delas no quarto antigo. Também usei alguns cestos para complementar as texturas naturais. Então agora temos: madeira, palhinha, fibras e linho – basicamente a receita perfeita para o quarto aconchegante que eu tanto queria.

Ainda tem dúvidas sobre a transformação? Então mande sua pergunta nos comentários do post ou pelo Instagram que nós respondemos!

Fotos por Isadora Fabian, do Registro de Dia a Dia