Histórias em dobro | Capítulo 1

O encontro de duas vidas e muitos objetos de afeto no mesmo endereço

Uma casa e todas as memórias que ela guarda não podem ser resumidas de uma vez só, então por aqui fazemos diferente. Ao invés de concentrar todos os detalhes e fotos em uma única matéria, criamos pequenos capítulos para que você possa curtir essa visita durante vários dias. É só acompanhar a ordem pelo título dos posts e apreciar o passeio sem se preocupar com o relógio. 

É difícil escolher para onde olhar primeiro ao entrar no apartamento do designer Diogo e do cabeleireiro Raphael. Muitos detalhes chamam a atenção ao mesmo tempo: as plantas escalando as paredes, as cores alegres, a coleção de discos de vinil, os objetos pendurados… logo se vê que a casa é um verdadeiro emaranhado dos afetos e histórias de cada um, e a vontade que dá é a de espiar tudo mais de perto. Conforme os olhos vão percorrendo cada centímetro do apê, as principais referências do casal se revelam, como a origem de Diogo, por exemplo, nascido e crescido em Pernambuco. 

“Tento sempre trazer elementos que me lembrem de lá. Sou apaixonado pela cultura, pela música, pelo carnaval, pelas igrejas de Olinda, e acho que isso reflete na decoração, como uma forma de misturar o sagrado e o profano, tudo junto na parede, sem lugar específico para cada coisa. Tudo misturado mesmo”, ele explica. O estilo do Rapha também é parecido, então foi fácil para o casal juntar as inspirações de ambos em um só lar. “Já tínhamos muita coisa quando morávamos separados e com essa união foi natural agregar as coleções. Levamos pouco tempo e a casa sempre está em crescimento. Gostamos de mudar os quadros de posição ou quando vemos um espaço sobrando dá aquela vontade de preencher”, contam.

Há pouco mais de 1 ano, o Diogo morava em uma kitnet de apenas 45m² com o mascote Ilê, então dá para dizer que sua vida meio que duplicou: agora ele vive com o dobro da metragem, o dobro de cachorros e o dobro de pessoas. Para o designer, que desde então trabalhava em casa tocando sua marca de objetos Emoriô Estudio, a falta de espaço foi um dos motivos que o levou a trocar de endereço. Na mesma época, o Rapha estava dividindo um apartamento com amigos, porém também tinha a vontade de trabalhar em casa e ter um canto que fosse seu – ou melhor, dos dois – e foi assim que eles decidiram morar juntos.

O bairro escolhido foi a Vila Buarque, uma região que ambos adoram por estar perto de tudo o que precisam e ainda ser um lugar tranquilo para passear com os cachorros. Apesar de ser um apê alugado, isso não inibiu nem um pouco os moradores: eles pintaram quase todos os cômodos, penduram quadros à vontade e ainda instalaram uma grande estante na sala para acomodar melhor todos os livros e objetos. “O apartamento já estava em boas condições, mas nós gostamos dele principalmente pela iluminação. Bate sol o dia inteiro, e tem uma vista bonita”, o casal diz.

A sala, um dos lugares onde os moradores mais gostam de ficar e de receber os amigos, foi decorada de forma bem espontânea, sem muito planejamento. A estante e as prateleiras ajudaram a definir a disposição das coisas, mas a partir daí os moradores foram encaixando os móveis e peças que já tinham. “Fomos sentindo onde cada objeto queria ficar”, eles falam.

Entre os itens preferidos do Rapha está o balangandã comprado em sua primeira viagem à Salvador: “Foi apaixonante. Ele tem um significado histórico ancestral. Além dele, gosto muito dos bordados presentes pela casa que eu mesmo fiz”. O Diogo também tem um item especial, as máscaras da La Ursa que estão no topo da estante e representam bem a cultura de Pernambuco. “Foi um presente do meu pai, que deu uma para mim e uma pro Rapha, antes mesmo de morarmos juntos”, ele lembra.

O Rapha e o Diogo acreditam que um lar deve passar uma sensação de conforto e acolhimento. Um lugar onde eles podem descansar, trabalhar, receber os amigos e curtir com os cachorros. Em uma cidade cheia de prédios como São Paulo, ter plantas no apartamento é uma maneira de conquistar esse aconchego e de estar mais perto da natureza, por isso o casal não abre mão de espalhar vasos por todo lado. Outra forma de se conectar com a casa é transformar a decoração em um meio de contar histórias e agregar memórias. E isso os dois fazem bem: “Gostamos de muitos objetos. Somos meio colecionadores, e nada minimalistas”, eles brincam. * Quer continuar o passeio por esse apê inspirador? Então fique de olho no Capítulo 2! 

Fotos por Luiza Florenzano

CONTINUA

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COMENTÁRIOS # 7

  1. olá!
    vocês sabem qual a referência dessa parede rosinha?

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  2. AP super auto astral! Adorei o quadro do caboclo de lança! Pernambuco no coração! 🙂

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  3. Nessa casa tem muito amor ❤️

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  4. Seria legal se vocês também indicassem, quando possível, de onde são alguns móveis. Exemplo: esse sofá… preciso de um igual a esse cinza! rsrs.

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    • Oi Isabelle, tudo bem? Normalmente colocamos alguns produtos similares como sugestão. Mas descobrimos que o sofá cinza é da Etna. Bjs

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