Pronta para receber | Capítulo 2

Descubra cada detalhe da casa festiva e colorida da chef Renata Vanzetto

A relação da chef Renata Vanzetto com a cozinha começou bem cedo. Aos 13 anos, ela já preparava receitas inspiradas por sua avó, que sempre foi uma grande influência. Aos 18, inaugurou o restaurante Marakuthai, em Ilhabela – cidade onde nasceu e cresceu. E agora, aos 30, a chef comanda 5 estabelecimentos diferentes, alguns com filiais no litoral e em São Paulo. Esse currículo intenso é prova de que Renata realmente nasceu para cozinhar e reunir pessoas ao redor da mesa. Por isso, era inevitável que sua casa se tornasse um lugar para receber os amigos à vontade – e onde ela pode cozinhar sem pressa nas horas vagas também.

“Casa tem que ter aconchego e a personalidade dos donos. Nosso apartamento tem bastante isso. É muito a minha cara e a do Cassiano, meu marido. Zero careta ou arrumadinha demais. É pra receber amigos, é grande, é pensada pra isso, tem mesas e banquinhos, vários lugares pra galera sentar… é uma casa colorida, sem muita regra e sem padrão. Pronta pra receber”, ela diz.

Apesar de não trabalhar na área de decoração, Renata tem um olhar intuitivo e consegue criar espaços autênticos com naturalidade. Muito desse talento é herdado de família: a mãe da chef é a decoradora Silvia Camargo, que recentemente abriu a Galeria Ela Garimpô, onde monta composições únicas para paredes. “Gosto muito de decoração, dou uma grande atenção ao tema nos meus restaurantes. E a influência total é a minha mãe, que sempre trabalhou com isso em Ilhabela. Aprendi com ela a compor paredes cheias de coisas, algo que sempre a vi fazendo”, a moradora explica. Combinar cores e estampas de forma inusitada também foi algo que Renata acabou pegando com a mãe, e o resultado são ambientes bem criativos e descolados.

A parede do quarto do casal, por exemplo, tem uma dessas montagens feitas por Silvia em sua galeria – e é um dos elementos mais especiais para Renata. A moradora diz que esse espaço foi menos pensado, criado de forma despojada com a soma de coisas que ela tinha e foi reunindo ali. O pano atrás da cama é um recurso para trazer cor e ocupar mais o ambiente, e as luminárias rústicas são propositais para dar um ar de praia.

Diferente da maioria dos quartos de bebê, o espaço de Ziggy não tem um clima muito infantil, e era justamente isso o que Renata queria. “Sempre pensei em fazer um quartinho mais maduro, sem cara de bebê. Então tem quadros com estampas botânicas, shapes de skate, o móvel que ficava na cozinha da minha mãe e eu transformei em guarda-roupa… pensei em uma decoração mais interessante. Deu certo e eu gosto muito. Passamos boa parte do dia ali com o Ziggy”, conta.

Na vida de Renata tudo é sentido com intensidade – e sua casa não seria diferente. Ela própria se define como hiperativa, e isso se reflete em espaços com diversos estímulos ao mesmo tempo: muitas cores vibrantes; paredes ocupadas e cheias de penduricalhos; plantas que remetem à tropicalidade do litoral; uma mesa sempre rodeada de pessoas; detalhes autênticos e personalidade extravagante. Tudo junto, sem regras e com muito tempero.

Fotos por Luiza Florenzano

ONDE ENCONTRAR

PEÇAS INSPIRADAS NESSA HISTÓRIA

Adoramos seus comentários! ❤️ Conte pra gente o que achou:

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.


COMENTÁRIOS # 3

  1. Que delicia essa casa gente! inspiração ~

    Responder
  2. De onde é esse berço?

    Responder

NOS VEMOS NO INSTAGRAM
@historiasdecasa