Um apartamento confortável, despretensioso e com espaço de sobra para os móveis e objetos que ama. Era esse o sonho da arquiteta Diana, realizado no final do ano passado quando ela se mudou para um imóvel de 100m² na Vila Madalena, em São Paulo. A reforma curta e objetiva orquestrada pela moradora previu grandes melhorias no imóvel, como a substituição dos revestimentos antigos e a ampliação da sala de estar, que perdeu paredes e ganhou luminosidade. “Sou bem direta, então projetar o meu apê foi muito rápido, incluindo todo o processo da obra.”, conta ela. Quem ainda não viu a primeira parte da matéria pode conferir AQUI.

A arquiteta planejava abrir totalmente a cozinha para a sala, porém assim que recebeu a planta estrutural do apartamento ela descobriu dois pilares ingratos atrapalhando seu caminho. A saída foi remover a porta que dava acesso ao cômodo e aumentar o vão de passagem até o limite desses pilares, o que pelo menos garantiria uma circulação mais fluida entre os ambientes. Diana gosta de preparar seu jantar todas as noites e de convidar amigos para cozinhar em conjunto, por isso pensou em soluções que trouxessem praticidade e que facilitassem essa tarefa diária. Enquanto a cuba dupla ajuda a manter as louças sempre em ordem, as prateleiras abertas dão acesso rápido a temperos, ingredientes e utensílios.

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Atraída pela ideia de ter um piso azul na cozinha, a moradora procurou e procurou, mas só encontrou ladrilhos hidráulicos com essa cor – infelizmente os ladrilhos têm uma espessura muito grande e não poderiam ser instalados no apê sem que o contrapiso fosse refeito. “No fim acabei colocando um piso usado para revestir piscinas.”, diverte-se. Os armários foram desenhados por ela e arrematados com puxadores de visual retrô e uma torneira preta, ambos trazidos de viagens ao exterior.

No quarto as paredes branquinhas e o enxoval delicado reforçam o clima relax desejado pela arquiteta: “Para mim esse espaço é feito para dormir, então evito ficar acumulando coisas. Bastam a cama, uma luminária para ler antes de dormir, os livros e uma planta, afinal elas são sempre bem-vindas”, ela diz. Em uma das laterais da cama, a cadeira em estilo Thonet foi comprada em um brechó de móveis e hoje faz as vezes de criado-mudo. Com a reforma, que incluiu a mudança da posição da porta do banheiro, o ambiente virou uma suíte. A bancada da pia também precisou ser deslocada, as louças foram trocadas e a parte interna da banheira substituída por um modelo mais moderno.

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Pelas plantas, que remetem aos finais de semana passados na fazenda quando era criança, pelos objetos, que inspiram novas e velhas histórias, e pelo próprio projeto de arquitetura, priorizando funções sem abrir mão do aconchego, dá para perceber que o apartamento de Diana tem seu toque pessoal em cada mínimo detalhe. “Aqui me encontro com tudo o que amo. Gosto de coisas simples, mas deliciosas: uma mantinha no sofá com uma xícara de chá e meu gato Mingau, uma tarde fuçando livros, uma noite ouvindo música, um banho de banheira… além disso, morar perto de praças, do trabalho e da minha família me faz mais feliz.”.

Fotos por Luiza Florenzano